O aluguel vai diminuir o preço? Qual a relação com o IGP-M?

O aluguel vai diminuir o preço? Confira tudo sobre o assunto no post de hoje!

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Nos últimos meses, uma significativa queda no Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) surpreendeu o mercado imobiliário. O IGP-M é um dos principais indicadores utilizados para reajustar o valor dos contratos de aluguel no Brasil.

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Essa redução inesperada, está despertando dúvidas e especulações sobre os possíveis impactos no mercado de locação, e a tão aguardada diminuição do preço dos aluguéis.

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Diante dessa nova perspectiva, locatários e proprietários de imóveis se questionam sobre quais serão as consequências dessa queda, e se ela realmente se refletirá em uma diminuição nos valores de aluguel.

Para te ajudar a entender melhor essa dinâmica, vamos analisar aqui os possíveis desdobramentos dessa redução no IGP-M, e seu impacto direto no bolso dos inquilinos. Saiba se o aluguel vai diminuir o preço, bem como as expectativas para os próximos meses. Acompanhe!

O aluguel vai diminuir o preço? O que é o IGP-M?

Será que o aluguel vai diminuir o preço? Primeiramente, vamos entender o que é o IGP-M e como ele afeta o preço dos aluguéis.

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) é um indicador econômico utilizado no Brasil, para medir a variação dos preços de uma cesta de bens e serviços.

O cálculo é feito mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), e é um dos principais índices de inflação do país.

O IGP-M é composto por três componentes principais, que refletem em diferentes setores da economia:

  1. Índice de Preços por Atacado (IPA), que mede a variação dos preços no atacado;
  2. Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a variação dos preços no varejo,
  3. Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que mede a variação dos preços na construção civil.

O indicador é muito comum em contratos de aluguel, servindo como referência para o reajuste dos valores. Daí o questionamento que muitos inquilinos possuem quando percebem que houve uma queda no IGP-M.

A maioria dos contratos de locação no Brasil, possui cláusulas que preveem a aplicação do IGP-M como índice de correção anual ou a cada período determinado. Então, isso quer dizer que, se o índice cair, o valor do aluguel também deve abaixar?

Sem dúvida! A variação do IGP-M impacta diretamente os preços dos aluguéis, podendo tanto aumentá-los, quanto reduzi-los.

O aluguel vai diminuir o preço? Como a queda do IGP-M pode impactar no preço dos aluguéis no Brasil?

A queda do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) pode ter um impacto direto no preço dos aluguéis no Brasil, uma vez que o IGP-M é o índice utilizado como referência para o reajuste dos valores dos contratos de locação.

No entanto, é importante destacar, que esse impacto pode variar de acordo com as cláusulas contratuais e as negociações entre locatários e locadores.

Portanto, é essencial que você se atente às regras do contrato, para entender se cabe uma negociação com o locatário.

Quando o IGP-M apresenta uma redução significativa, como vem ocorrendo no Brasil, existe a possibilidade de os valores dos aluguéis serem reajustados para baixo, refletindo essa queda nos preços para os locadores também.

Dessa forma, para contratos que possuem a cláusula de correção anual pelo IGP-M, essa diminuição poderá se aplicar na próxima data de reajuste, resultando em uma redução no valor do aluguel.

Contudo, é necessário considerar que a queda no IGP-M pode ser um fenômeno pontual e não, necessariamente, indicar uma tendência de longo prazo.

Outros fatores econômicos e conjunturais, como a oferta e demanda por imóveis, as condições do mercado imobiliário e a política econômica do país, também influenciam nos preços dos aluguéis.

Em resumo, a queda do IGP-M pode, sim, impactar no preço dos aluguéis, levando a possíveis reduções nos valores de locação.

O que aconteceu com o IGP-M nos últimos meses?

Que o IGP-M está caindo você já sabe, mas por que isso está acontecendo agora?

Bom, especialistas financeiros explicam que o IGP-M está, na verdade, apresentando uma deflação atualmente por conta de uma “devolução” dos aumentos expressivos que ocorreram anteriormente no índice, especialmente em maio de 2021, quando alcançou 37%.

Assim, essa queda atual do índice representa uma correção da alta que desencadeou alguns anos atrás. Dessa forma, ele está voltando para o seu nível normal.

O que se espera é que, com o passar do tempo, o índice volte para os níveis mais estáveis.

Nesse contexto, o ambiente econômico é um momento favorável para abrir a comunicação com o locador.

E essa dica vale tanto para imóveis residenciais, quanto para estabelecimentos comerciais, como lojas em shoppings, comércio de rua, escritórios corporativos e galpões logísticos.

A negociação vale também para pessoas jurídicas, pois os lojistas não podem lidar com aumentos tão significativos nos aluguéis.

Meu contrato de locação é regido pelo IGP-M: posso negociar com o locatário?

Se o seu contrato de locação é regido pelo IGP-M, então, sim, é possível negociar com o locador em relação ao reajuste do aluguel.

A negociação é uma prática comum entre as partes envolvidas em contratos de locação, e ambas têm o interesse em chegar a um acordo mutuamente benéfico.

Então, diante de uma queda no IGP-M, você pode iniciar uma negociação com o locador, para discutir a possibilidade de um reajuste diferenciado ou, até mesmo, uma redução no valor do aluguel.

Apresentar argumentos sólidos, como a situação econômica atual, a queda no índice e referências a outros indicadores de mercado, podem te ajudar a embasar a sua proposta de forma mais estruturada e convincente.

É importante lembrar que a negociação deve ser feita de forma respeitosa e sempre educada. E sempre visando o entendimento e a compreensão de todas as partes envolvidas.

Assim, o diálogo aberto e transparente pode permitir a busca por alternativas que atendam tanto às suas necessidades, quanto às do locador.

De todo modo, tenha em mente que, embora seja possível negociar, não existe uma garantia de que o locador aceitará a sua proposta.

Portanto, é importante se preparar para diferentes cenários e considerar outras alternativas, como buscar imóveis semelhantes em outras localidades. Assim, você tem a chance de aproveitar a queda para encontrar algum outro lugar por um preço mais baixo.

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