Como negociar suas dívidas em 6 passos simples

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De acordo com os dados divulgados pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada no final de 2020, 66% das famílias brasileiras estão endividadas.

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A tendência é que esse número permaneça estável ou até mesmo sofra leve aumento. O ponto é que não há boas perspectivas.

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A pandemia do novo corona vírus deixou milhares de pessoas desempregadas e, por consequência, milhares de famílias viram suas dívidas fugirem do controle, ficando no negativo.

Porém, também não é justo colocar toda a culpa no vírus. O brasileiro possui um histórico de acumular dívidas e ficar negativado.

Pensando nisso, iremos apresentar a seguir 6 simples passos para que você negocie suas dívidas. São coisas fáceis, a maioria poderá ser feito por você mesmo.

1- Descubra o valor real da dívida

Quem não tem medo de assistir um filme de terror? Todas aquelas mortes, possessões e demônios assustam e tiram o sono de muita gente. Mas é tudo ficção.

E na vida real? Será que também existem os demônios que perturbam e causam insônia em muitos lares brasileiros?

Sem sombra de dúvidas, eles existem. E o nome de um deles é dívida. O acúmulo de dívidas, boletos, carnês e a má gestão do cartão de crédito são outros exemplos.

Entretanto, é necessário. Existem processos, que por mais difíceis e ruins que eles sejam, precisamos vivenciá-los. Fazer uma lista com cada dívida, conversar com o banco e saber quanto está devendo (com o acréscimo de juros e tudo mais) é um processo importante.

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Essa etapa é essencial até para que você tenha dimensão do seu comportamento e procure mudá-lo.

Em geral, as pessoas não querem saber quanto exatamente elas devem. Como se num passe de mágica alguns boletos fossem sumir.

Mas não vão. Ter isso em mente, tirar um momento para analisar e anotar cada dívida sua é fundamental para que possa pensar em estratégias para sair do vermelho.

2- Defina um valor limite da parcela mensal

É fundamental que você e sua família decidam quanto pode ser gasto mensalmente com as dívidas. Isso precisa ser feito em conjunto.

Se não, ao final, você terá feito mais dívidas tentando sanar dívidas anteriores.

Por exemplo, se a renda familiar líquida na sua casa é de R$ 4.000,00, não pode comprometer o total desse valor com as dívidas. Afinal, vocês precisam comer, têm gastos com água e energia, internet, telefone, plano de saúde, etc.

É necessário ter esse conhecimento e nível de organização. Nesta etapa, você também deve observar onde pode ser economizado. Todos nós temos gastos recorrentes, mas que não são necessariamente indispensáveis. Coisas que mantemos mais por qualidade de vida ou luxo.

Até que consiga eliminar as dívidas, precisa fazer esse sacrifício. Entenda que será passageiro, apenas alguns meses até as contas estarem em dia.

Além de saber o quanto poderá destinar para pagar a dívida e cortar gastos desnecessários, pode começar a pensar em fontes alternativas de dinheiro que auxiliem a se livrar da dívida mais rapidamente. Trata-se de buscar uma renda extra. Trabalhar de home office, freelancer, manicure, auxiliar nos fins de semana em alguma atividade.

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Vale tudo neste momento. O importante é conseguir complementar a renda e pagar a dívida o mais rápido possível.

3- Priorize dívidas mais caras

Quando vão negociar suas dívidas, muitas pessoas têm a falsa crença de que se livrar das contas menores, deixando a dívida final e exorbitante por último, é mais vantajoso do que o processo contrário.

É compreensível as pessoas preferirem começar pelas pequenas dívidas. Essas pequenas dívidas serão rapidamente pagas e o indivíduo recuperará a sensação de que tudo está no controle. É puramente psicológico.

Não gostamos da ideia de não ter o controle sobre as próprias vidas. E pagando aquelas dívidas, mesmo que seja o boleto de R$ 50,00, conseguimos sentir que o controle está voltando para as nossas mãos.

Porém, o que espero que compreenda é que essa sensação é completamente falsa. Primeiro, porque o controle somente estará efetivamente em suas mãos quando todas as dívidas estiverem atualizadas. Antes disso, é pura ilusão.

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Em segundo lugar, deixar dívidas mais caras para o final é uma cilada. Isso porque valores mais elevados significam juros mais elevados.

Estender essas dívidas certamente lhe causará uma bela dor de cabeça no futuro. No caso do cartão de crédito, por exemplo, os juros são tão elevados que o valor final que pagará pode duplicar se houver atrasos.

Então, comece pelo mais difícil. A sensação, quando conseguir finalizar o pagamento, será muito mais saborosa do que um simples boleto.

Bom, está gostando das dicas? Quer saber as outras 3 que estão faltando e vão te ajudar ainda mais a quitar suas dívidas? Clique no botão para saber mais!

 

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